terça-feira, 26 de junho de 2012

O que elas querem é phoder!



Por Cesário Camelo

Não existe substituto para a mulher. Já se experimentou de tudo, de melancia ao homem, mas nada a substitui completamente. 

Você pode achar que encontrou uma alternativa satisfatória para a mulher – a numismática, ou a autoflagelação com espaguete cru – mas está apenas se enganando. Sempre estará faltando alguma coisa. 

Definição: mulher é aquilo que fica faltando quando a gente acha que não precisa dela.

Há quem diga que, para uma relação sexual, mão é melhor que mulher. 

Que a mão do homem combina as vantagens de uma esposa e de uma amante – está sempre ali, mesmo no meio da noite, como uma esposa, e pode pegar no seu pau embaixo da mesa do bar no meio de uma conversa sobre o Malkovich e quase obrigá-lo a levá-la para casa, ou pelo menos para o banheiro, como uma amante – sem qualquer das desvantagens, como ciúmes ou TPM. 

Mas que variação pode haver no sexo com a sua própria mão? (Por favor não mandem e-mails.)

E as bobagens antes e depois do sexo, sem falar naquele cheiro meio doce e úmido que elas têm no pescoço e a sua mão não tem?



Fala-se também nas bonecas infláveis, que estariam chegando a um tal grau de realismo que já daria para escolher o cheiro do pescoço.

Dizem que, para atender aquele segmento do mercado que quer bonecas infláveis com as quais você possa ter não apenas sexo, mas conversas inteligentes, os japoneses desenvolveram uma boneca que responde. Você fala qualquer coisa, puxa uma cordinha e elas dizem “Sim”.

Mas você não pode levar bonecas infláveis a bons restaurantes e esperar que elas saibam se comportar. Ou usá-las em qualquer proposta séria de troca de casais, a não ser que as outras também sejam infláveis.

Nada substitui mulher. Nenhuma categoria humana é tão inteligente. E tão graciosa, não importam o que digam dos travestis tailandeses. 

A reprodução da espécie seria impossível sem as mulheres – e não se pode dizer o mesmo dos homens, pois já estão fazendo fecundação sem cromossomos.

E pense nisso: existem mulheres infláveis porque elas não se resumem nos seus orifícios, pois para isso até os hortifrutigranjeiros servem. 

Mesmo artificial, precisamos da mulher inteira, do conjunto, de um simulacro da sua companhia.

E alguém tem notícia de homem inflável? Só existem falos artificiais, o resto é supérfluo. 

O boneco do homem, para as mulheres, é o seu pênis, sem aquela massa confusa, iludida e dispensável na outra ponta. 

Já a mulher, para o homem, é a sua genitália e, ah, as suas circunstâncias.

Portanto, todo phoder às mulheres, porque o que elas querem não é mole.

Bichanos e arte conceitual



Por Ivan Lestat

Primeiro, uma pessoa tem que saber se ela é de gato ou de cachorro. Exatamente. Assim mesmo, como se fosse um signo do zodíaco. Em geral, as pessoas mais calmas, mais serenas, são – por assim dizer – de gato. As mais agitadas, brincalhonas, são de cachorro.

Pode, também, dar-se o reverso: uma pessoa procurar exatamente o contrário de sua personalidade. Ou seja: o cavalheiro sorumbático adquire e passa a amar furiosamente um basset, o mais tolo e amoroso dos cachorros. Eu sei porque tive um. Ou a senhorita muito serelepe, conforme se dizia, sossega os nervos com um gato siamês.

Não esquecer também que idade é muito importante. Cachorro é para os jovens, gato é para os velhos. Claro, a regra não é infalível. Mas não deixa de ser uma indicação no longo e complicado relacionamento entre Homem e Animal Doméstico. Nem me perguntem porque certas pessoas preferem as cobras como ofídio de estimação.

A escolha do animal, ou bicho, de estimação também pode ser uma arte. Ou, melhor dizendo, uma indicação de tendências artísticas. Os gatos são, serenamente, mais artísticos que os cachorros. Também possuem uma tradição artística maior do que os cachorros, apesar daquele soneto do Augusto dos Anjos. Baudelaire, por exemplo, escreveu pelo menos uns três poemas sobre gatos. Na pintura, boa e ruim, os gatos também ganham fácil.

Há dez anos, em Londres, ficou provado que, em matéria de arte conceitual, os gatos também dão uma sova nos cachorros. A controvertida artista plástica conceitual Tracey Emin, responsável entre outras coisas por expor seu leito cercado de cinzeiro, copo e garrafa de vodca, além de uma porcalhada enorme, perdera o gatinho de estimação.

Um gato chamado Docket, que havia fugido da casa, ou ateliê, de Tracey. Ela fez o que todo mundo faz na Inglaterra: botou um cartaz nas árvores em torno do quarteirão de sua residência com um pedido para que quem localizasse o bichano entrasse em contato com ela.

O que aconteceu? Ora, com a fama que Tracey Emin tem, não deu outra: todos vizinhos arrancaram o cartaz e levaram para casa, muito satisfeitos, crentes de que tinham obtido, de graça, um bom pedaço de arte conceitual. Tracey Emin ficou inconsolável e nunca mais encontrou seu bichano.

Bestialismo: aprenda sobre ele e fique longe



Por Cesário Camelo

Vocês já ouviram falar de bestialismo? Se não ouviram, tenho certeza de que o significado da palavra não é nada desconhecido: a prática sexual com animais.

Ovelhas, cachorros, cadelas, cavalos, cabras, vacas, pôneis malditos…

É uma lista imensa de mamíferos explorados pelo homem.

Um tabu, desde a civilização mesopotâmica, o bestialismo é considerado um crime hediondo em muitos países e já matou pessoas.

Não se lembram do homem que morreu depois de transar com um cavalo ?

Aconteceu em 2005.

Ele foi a um sítio especializado em zoofilia e se deu mal: o cavalo destruiu suas vísceras.

Originalmente, o ato de comer animais metaforicamente era proibido pelo temor de que, da união pouco convencional, nascesse um produto híbrido do que se convencionou chamar de um coito impuro.

Quem duvidar, vá pegando sua vaquinha e veja se depois de alguns meses não aparece um minotauro...

De acordo com as leis inglesas, o bestialismo é uma subdivisão do coito anal, pois fala em “relações anormais com homens e animais”.

Outros países, porém, fazem uma distinção mais precisa entre a chamada internação marmotal e o bestialismo. Baseiam-se em antigas leis judaicas (Levítico 20: 15-16) que dividem o bestialismo do incesto e do homossexualismo.

O bestialismo sempre foi ilegal, mas nunca deixou de ser popular.

Na maioria dos casos, homens e mulheres comem (ou são comidas) por animais domésticos, estilo gato angorá, cavalo, boi, cabrito, galinha, etc.

Na Roma antiga (e ainda hoje em Hamburgo) mulheres costumavam introduzir na vagina cobras vivas, cabeça primeiro.

Outras punham rabos de peixes vivos e havia ainda as que passavam mel na vulva para atrair moscas que, enquanto comiam o mel, as levavam ao orgasmo.

Na China, o bicho preferido pelos taradões sempre foi o ganso. Comiam o rabo do ganso e na hora da ejaculação cortavam a cabeça dele que, ato contínuo, contraía o esfíncter, o que prolongava o gozo.

Os árabes, ainda hoje, não consideram perfeita uma viagem a Meca se, no caminho, não executarem o camelo.

Em algumas vilas na Índia é de bom-tom comer Deus, no caso, um babuíno, ou melhor, os homens comem a deusa babuína Shita e as mulheres dão para o deus babuíno Hanuman.

Na Roma de Tibério valia tudo: o próprio Estado organizava orgias com mulheres, touros, cavalos, ursos, girafas, porcos, hipopótamos e até rinocerontes.

Os esquimós contam um caso de bestialidade (e levando em conta o comportamento dos políticos brasileiros, não há por que duvidar): milhares de anos atrás, uma mulher se recusava a ter relações sexuais com os homens. Foi então expulsa para uma ilha onde trepou com cachorros. Desta união nasceram os homens brancos que, antes, não existiam.

Bestialista, ainda, de mão cheia foi Zeus ou Júpiter, que comeu Leda na forma de um cisne, comeu Perséfone na forma de uma serpente, transformou Europa numa vaca para depois comê-la onde hoje é o Bósforo (passagem do boi) e assim por diante. Só não ganhou de Adão.

É isso mesmo: o bestialismo é o desvio sexual mais antigo da humanidade. Adão comeu todos os animais do Paraíso até que deus se mancou e resolveu criar a mulher.

Confesso que nas minhas andanças pelo mundo nunca vi nada em matéria de lagostas.

Sempre que eu solicitava às madames dos quatro continentes qualquer coisa do gênero, olhavam-me como se eu fosse um tarado e voltavam para suas cabritas, cachorros e vaquinhas.

A Terra dos Homens, o Reino dos Céus



Por Ivan Lestat (*)

Nunca tinha ouvido falar em Manaus até ser abduzido por um misterioso senhor circunspecto chamado Fran Pacheco e vir parar aqui, nesse fim de mundo. A cidade, segundo ele, Fran, o misterioso senhor circunspecto, queria ser Liverpool. Acabou se transformando em uma mistura indigesta de Caruaru e Calcutá. As indiazinhas, porém, são bem apetitosas. Vou custar um pouco a me adaptar a esse cemitério São João Batista, o que não é novidade.

Mais de 30 anos de Londres e eu só podia afirmar que minha vizinha do andar térreo morava sozinha, envelhecera muito mais do que eu neste espaço de tempo, tinha uma diarista irlandesa e, na primavera, ficava mexendo e cuidando do jardim da casa vitoriana de três andares que compartilhávamos. Nos dávamos bom dia, boa tarde e boa noite. Comentávamos que o tempo estava bom ou ruim. Só.

Nada posso dizer também sobre meus companheiros diários de metrô. A não ser que a maior parte lia seus jornais de pé à perfeição sem incomodar o semelhante. De resto, a Inglaterra era o que se passava em torno de mim e de que conseguia captar apenas a mais ínfima das partes. Não me sentia diminuído com isso.

De volta ao Brasil depois de 40 anos (Manaus é Brasil, correto, Fran? Você não me trouxe para alguma cidadezinha de merda da Bolívia, confere?) e que posso dizer de meu país e conterrâneos? Que um e o outro são cheios de contradições. Que era engraçado e que era triste, que era bom e que era duro. Mais ou menos o que qualquer pessoa viva pode dizer do que se passa com ela e aquilo que a cerca. Não importam latitude e longitude, língua ou sotaque. Nós somos o mais simples dos mistérios. Ou pelo menos gostaríamos que assim fosse.

Mas não era sobre isso que eu queria falar. Era sobre uma menina chamada Anna Climbies, de 8 anos, que morreu em consequência de maus tratos. Natural do Alto Volta, chegou a Londres em 1998 para ficar com uma tia-avó. Os pais esperavam uma vida melhorzinha para a filha. A tia-avó esperava uma vida melhorzinha para ela mesma: benefícios, segurança social. Não conseguiu. Com o namorado, por exasperação, pura maldade, sabe-se lá o quê, passou a infligir o mais horrendo, o mais indescritível tratamento à menina.

Quando seu corpo foi examinado, o legista encontrou 128 ferimentos. O legista disse que nunca vira nada pior em sua vida. Queimadura com ponta de cigarro, cicatrizes de surra com corrente de bicicleta, com cinto e fivela, com cabide. Sinais de marteladas nos pés. O sistema, toda a imprensa noticiou, falhou. Falhou o serviço social, falhou a polícia, falhou o sistema de saúde. Condenados à prisão perpétua, a tia-avó e o namorado viraram caso de polícia.

As outras agências acabaram – como é o correto – sendo questionadas. Todo mundo queria saber como é que as coisas chegaram ao ponto que chegaram. Havia uma dimensão brasileira no caso. A tia-avó de Anna Climbies levou a menina, uma semana antes de sua morte, à Igreja Universal do Reino de Deus a fim de ser exorcizada. A tia-avó acreditava que a menina estava possuída pelo demônio. Uma das propostas básicas da igreja de Edir Macedo é a de que as doenças são causadas pelo demônio e podem ser curadas com orações.

A Igreja Universal falhou à tia-avó de Anna Climbies, que, em meio à congregação, berrou que as preces de nada adiantaram. Acrescentou que iria comer vivo todo mundo presente. Na sexta-feira, 25 de fevereiro de 1999, a menina foi levada pela tia-avó de novo à Igreja Universal do Reino de Deus a fim de ter o espírito imundo expulso de sua alma.

A menina estava gelada, molhada e muda. O pastor sugeriu que Anna fosse levada ao hospital mais próximo, no caso, o do Norte de Middlesex. Na mesma manhã, a menina morreu no hospital. A tia-avó, depois da morte da menina, ainda queixou-se ao pastor de que, mesmo morta, Anna ainda a atormentava.

O que pode ser apurado foi apurado. O que pode ser remediado foi remediado. A Igreja Universal continua com mais de 10 mil fiéis em Londres. E, já há tempos, comprou um cinema e uma estação de rádio do dono da Harrod’s.

Até hoje ainda não surgiu uma explicação plausível para o fato do representante de Edir Macedo na Grã-Bretanha ter sugerido um hospital para Anna Climbies e, além do mais, ter chamado um táxi. Que milagre mais vagabundo é esse?



(*) Ivan Lestat morreu na semana passada, em Londres, mas ainda não sabe. Culpa do vampiro Lestat de Lioncourt. Ou do vampiro Armand. Ou da escritora Anne Rice. Ou do Fran Pacheco. Ou de ambos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os dez maiores predadores sexuais do século 20



Por Cesário Camelo

Abdul Aziz Ibn Saud (1880-1953) – Depois de levar um pé na bunda da família Rashid, meu velho amigo Abdul armou um exército e retomou o país que rebatizou com o nome de Arábia Saudita, ou seja, Casa do Saud. Sob seu reinado, as tribos nômades da região foram forçadas a adotar um regime sedentário e a abandonar seu tradicional estilo de vida, que incluía vinganças, rixas e guerras tribais. Do mesmo modo, garantiu-se a segurança das peregrinações religiosas a Meca e Medina. Não construiu hospitais porque o país não tinha médicos, e nem escolas, pois tudo que o povo precisa aprender “está no Corão”. Tinha duzentas mulheres e 500 Rolls-Royce. Ele foi pai de 50 filhos, dos quais cinco o sucederam no trono da Arábia Saudita: Saud (1953-1964), Faiçal (1964-1975), Khalid (1975-1982), Fahd (1982-2005) e Abdulah (desde 2005). Até hoje, filhos, netos e bisnetos tentam imitá-lo, mas nenhum deles tem a elegante simplicidade do velho.


John Barrymore (1882-1942) – Dele, só não posso perdoar o insulto à cronista Louela Parsons: “Você parece uma teta de vaca velha”. Seu negócio era beber e trepar. Aos 15 anos comeu a madrasta, no caso, boadrasta. Logo depois, a mulher de Harry Thaw, milionário psicopata. Fugiu para Hollywood. Lá encontrou carne para seu apetite. Comeu Talulah Bankhead e em seguida Mary Astor, que só tinha 17 anos. Ela aparecia na sua suíte com a mãe, amante oficiosa do garanhão. Barrymore mandava a mãe tomar sol no terraço para bronzear a bundinha enquanto comia a filha no quarto. Como se vê, nada de novo sob o sol. Ele comeu quase todas as atrizes do seu tempo, bebendo duas garrafas de gim por dia. Moribundo, uma enfermeira e um padre entraram no seu quarto e ele se confessou: “Tenho desejos carnais”. E o padre: “Com quem?” E ele, apontando para a enfermeira: “Com ela.”


Gabriele D’Annunzio (1863-1938) – Fascistão, com muita honra, feio, careca, baixinho, poeta, grande escritor, piloto e o maior herói da aviação italiana durante a I Guerra Mundial. Casou-se com a riquíssima filha do duque Galleses e se dedicou a dilapidar toda a fortuna da moça. Teve mais de mil amantes, mas não descuidava do dever de casa. Enviuvou, virou herói e deitou na cama enquanto o mulherio fazia fila do lado de fora do seu castelo. Feministas, atenção: ele tratava mal as mulheres e jamais aceitou a possibilidade de que tivessem cérebro. Só saía da cama da escritora Eleonora Duse para dar uma bimbada com uma fã mais afoita. Apesar de ser muito influenciado pelo simbolismo francês, por Richard Wagner e Friedrich Nietzsche, não conseguiu convenceu a atriz francesa Sarah Bernhardt a liberar o marquês de rabicó. “Aquele baixinho tem olhos de bosta”, reagiu a diva, indignada. Uma injustiça!


Faruk I (1920-1965) – Rei do Egito de 38 a 52, seu título completo era “Sua Majestade Faruk I, pela graça de Deus, Rei do Egito e do Sudão, Soberano da Núbia, do Curdufam e de Darfur”. O soberano, que pesava 136 quilos, passou nas armas mais de mil mulheres. Tinha 100 automóveis todos vermelhos. Nobre, proibiu carros dessa cor no país para não ser aporrinhado por excesso de velocidade. Comia 24 ovos pela manhã, 20 lagostas no almoço e um leitãozinho no jantar. Nos intervalos, bombons de chocolate. Tinha bom coração, mas era temperamental. Quando morreu seu coelhinho, esmagou um gato contra a parede. Ao ser derrubado por seus súditos mal-agradecidos, influenciados pelo oficial militar Gamal Abdel Nasser, declarou: “Logo só teremos quatro reis e uma rainha: o de paus, copas, ouros, espadas e Elizabeth”. Além de tudo, poeta.


Porfírio Rubirosa (1909-1965) – exemplo de tenacidade e trabalho. Nasceu no khu do mundo – República Dominicana –, baixinho, pernas tortas, nariz achatado, foi o maior gigolô do século e morreu milionário. Tinha tudo contra ele e só duas coisas a favor: a burrice do mulherio e a pemba de 28 centímetros que obedecia ao comando. Sofisticou-se como contínuo da embaixada do seu país em Paris. Voltou para casa onde, graças à jeba, casou-se com a filha do ditador Trujillo, Flor de Oro. Quem mais, numa terra de mortos de fome? Corneou muito a florzinha e ela pagou na mesma moeda. Separaram-se. Trujillo não mandou castrá-lo. Disse: “Você é um filho da puta safado, mas fez nosso país aparecer na mídia mundial”. Foi para Paris durante a guerra e comeu a atriz Danielle Darrieux, considerada a mulher mais bonita da França. Os alemães o enjaularam e Danielle, para libertá-lo, deu para meio comando invasor. Depois disso, casou com a bilionária Betty Hutton e com minha ex-namorada Odile Rodin. Um gentleman.


Mae West (1893-1980) – Não comi a mulher mais comida do mundo. Ela fazia na tela o que alguns poucos, hoje em dia, ainda fazem em casa. Em sua biografia declarou que um cidadão chamado Ted a comera durante 15 horas sem tirar de dentro nem para fumar um cigarro. Mae West costumava dizer que quando era boa, era muito boa, mas quando era má, era melhor ainda. Na tela, além de liberal, sensual e sempre independente, parecia um mulherão. Na verdade, tinha 1,52m de altura, que ela, como boa perua, compensava com um salto de 18 cm. “Claro que meu amante pode confiar em mim. Eu disse a ele que centenas já confiaram”, explicava. “Já estive em mais colos do que um guardanapo”, garantia. “Garotas boas vão para o céu, as más vão para todo lugar”, filosofava. Mas se Mae foi comida por mais tempo, sua coleguinha Clara Bow foi comida por mais gente ao mesmo tempo: todo o time de futebol da UCLA, reservas incluídos. Ao todo, quarenta armários em doze horas. A isso chamo feminismo e espírito de missão.


Ibrahim Sued (1924-1995) – O saudoso “Meio-Dia”, creiam-me, não aparece na lista porque brasileiro ou cronista social, mas porque sempre foi meu ídolo. Semi-alfabetizado, é verdade, mais ainda fotógrafo novato de O Globo, já comia a bela atrizinha Elaine Stewart. No papel de intelectual, criou pérolas filosóficas como “ademã que eu vou em frente”, “cavalo não desce escada”, “Sorry periferia” e tantas outras. Entre suas conquistas mais famosas estava a socialite mineira Ângela Diniz, conhecida como a Pantera de Minas, depois assassinada pelo playboy Doca Street. Foi amigo dos grandes homens do seu tempo: Roberto Marinho, Castello Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, Roberto Campos, João Batista Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique. A rainha da Inglaterra lhe beijava as mãos. Querem mais?


Aristóteles Onassis (1906-1975) – Bela alma e portador de uma jeba de 27 cm, como gostava de alardear, entrou na história por suas duas obsessões: dinheiro e mulheres. Gostava tanto de ópera que passou 20 anos comendo Maria Callas. Casou aos 40 anos com Tina, uma menina de 17, que, atenção para o detalhe, era filha de Livanos, o maior armador do mundo. Juntaram os trapos, em 1946, e com ela teve seus dois filhos, Alexander e Christina, mas traía a mulher publicamente com centenas de atrizes hollywoodianas. Quando descobriu, Tina pediu o divórcio. Onassis se divorciou em 65 e em 68 casou com Jacqueline Kennedy, dama extraordinária que só gozava à vista de um diamante. Pagava-lhe um milhão de dólares mensais para pequenas despesas. Um dia, na hora de comer a Jacqueline, ela alegou dor de cabeça. Preparava-se para chutá-la quando morreu. Um santo.


Idi Amin Dada (1924-2003) – Um pouco temperamental. Está entre os meus dez por ser um grande poeta e por ser crioulo, pois não sou racista. Apelidado de “Bug Daddy”, ganhou a reputação de ser uma pessoa perigosa e imprevisível, que extraiu das humilhações de sua infância a justificação de seu temperamento megalômano, vingativo e violento. Passou nas armas mais de mil e quinhentas mulheres. Ordenou assassinatos em massa e aprisionou os opositores. Dizimou as tribos hostis e instaurou pelotões de execução. Estima-se que entre 100 mil e 300 mil ugandenses tenham sido torturados e mortos durante o regime do ex-ditador, que costumava jogar os corpos no rio Nilo. “Guarde a sua calcinha”, disse para a então primeira-ministra de Israel, Golda Meir, para provar que não tinha medo de baranga.


Eu, Cecezinho das Candongas, naturalmente, e last but not least, Fran Pacheco, o garanhão da rua Morgue. Pelo menos até a década de 30.

Rainha Elizabeth II comemora 60 anos de reinado com festas e chuva



Por Ishtar dos 7 Véus

“I’m singing in the rain... Just singing in the raaaaain...”

Sim, fofitos, estou em Londres...

E, no último domingo, o tempo estava feio, verdadeiramente uó, com chuva torrencial e trovoadas a três por quatro...

Se não fosse a quantidade de gente bonita nas ruas, eu juraria ainda estar em Manaus...

Mas a festa da Beth Balanço foi liiiiiiinda de qualquer jeito...

Ééééééé... O Reino Unido celebrou os 60 anos do reinado de Elizabeth II com uma procissão fluvial top-super-hiper-mega...

Foi um domingo histórico, memorável... Tuuuudo!

O cenário da festa não poderia ter sido mais britânico e up-to-date: tempo fechado, frio e chuva...


Os súditos levaram guarda-chuva, capa, chapéu...

Todo mundo ficou encharcado e feliz, cantando e agitando bandeiras... Babadito total!

Fofitos, chove muuuuito nessa city que eu amo de paixão!

Apesar da chuva, eu resolvi caprichar no visual pra exorcizar qualquer tipo de baixo-astral!

Me joguei no desfile de black little basic… Uma coisita meio Mortícia, meio Elvira, meio eu mesma!

Please, não era nenhuma implicância com o pessoal do bispo Edí (ui!), quer dizer, Edir Macedo... Não me processem, ok?

Huuuum... Se bem que eu entrando no tribunal com um modelito Catherine Zeta-Jones (sem o Michael Douglas!) em “Chicago”...

Ai, alguém me processa, please!!! Já pensou?

Eu no modelito, óculos Jackie O, chapelão, jurando sobre a Bíblia... Tuuuudo!


Geeente!!!... Mais de um milhão de pessoas ocuparam as duas margens do Rio Tâmisa...

Foi um desfile também em terra: os britânicos se vestiram com as cores azul, vermelha e branca da bandeira nacional... Muuuuito tuuuuuudo!

Se bem que a grande atração da cerimônia fluvial foi a enorme barca real, que navegou rio abaixo com Elizabeth II saudando a multidão...

A rainha de 86 anos estava acompanhada do maridão – o príncipe Philip – e dos netos uó com caras de fuinha...

Qual cisne branco em noite de lua, três outras embarcações levaram os integrantes da família real e o restante da comitiva...

Sim, fofitos, o desfile celebrou os 60 anos do reinado de Elizabeth II e a tradição marítima do Reino Unido...


Uma procissão de mil barcos de todos os estilos, épocas e tamanhos percorreu 11 quilômetros do Rio Tâmisa... Parecia filme do Almodóvar...

Eles vieram de 53 países que fizeram parte do império britânico que, convenhamos, já não é mais o mesmo a long, long time... Abafa...

No final, uma salva de tiros na ponte da Torre de Londres marcou o espetáculo e o início da noite...

Longe do rio, milhares de festas de rua congestionaram a capital britânica...

Pela primeira vez, a avenida de Piccadilly, uma das mais movimentadas de Londres, foi fechada para pedestres e uma grande mesa de 500 lugares reuniu famílias e vizinhos...

O dia festivo correu conforme o script, com pompa, circunstância e precisão...

Mas a festa não acabou aí...

Na segunda-feira, a Rainha Elizabeth abriu os jardins do Palácio de Buckingham para um concerto ao ar livre, que foi tuuuudo de bom!


No palco, só estrelas de enéééééésima grandeza: Elton John, Paul MacCartney, Stevie Wonder, Robbie Williams, Ed Sheeran, JLS, Kylie Minogue, Tom Jones, Jessie Jones, Shirley Bassey, Annie Lennox e o grupo Madness, que tocou no telhado do palácio.

Barbra, Celine, Gloria, Whitney, Madonna e Elton John que me perdoem... Mas não existe cantora mais gay e com glamour do que Shirley Bassey!!!

Fofitos, ela é uma espécie de mulher-traveca... Sem a parte da dublagem, porque Miss Bassey canta muuuuuuuito.

E dá uma pinta basiquita que é um luuuxo.

Muita pluma, muito brilho, muito glamour e o estoque completo dos produtos Lancôme na cara!

A primeira musiquita que ouvi dessa fofita foi “Goldfinger”.

Foi love at first ouvida... Que gogó... Que pintosa!

Não é à toa que 10 entre 10 drags de pedigree já dublaram essa poderosa.

Ela abala Sucupira, Saramandaia e adjacências...

Na terça-feira... Huuummmm...

Aproveitei a viagem para conferir a night londrina...


Finalmente fui conhecer o novo Ministry of Sound e achei... Huuuum... Huuuum... fraquito!

O antigo era beeeeem melhor... Bom, tem um lustre enooooorme que é um escândalo but...

Um dance place não se faz com lustres, linditos!

Falta glamour (pelo menos tiraram aqueles tapetes em que eu vivia tropeçando), gente up-to-date e o mais importante: música que realmente mexa com as bibetes!

A nova DJ residente da casa é a Holly Bee, dona do label Delice The Phunk e queridinha nas festas da piriguete Paris Hilton, em Londres, tocando para convidados ultramídia como Sheik Mohammed (King of Dubai, of course), British Broadcasting e Dionne Bromfield, entre outros.

A molequita tocou na night, mas, sinceramente, deixou muuuuuuuito a desejar. Pena...

Tenho um CD dela com mixagens do Daft Punk que é superlegal...

Mas o people GLS (“Glamour, Luxo e Seduction”) merece places novitos e bacanas.

Eu jogo minhas madeixas louras, bato os saltitos (by Fernando Pires... like Hebe) e reclamo messssssssmo!

Bem, fui na terça... Tava lotado... but quantidade nem sempre é qualidade. Espero que o Ministry melhore...

Nota sete para a casa (tô sendo boazinha), quatro pra DJ e dez para o lustre (me lembrou o cenário do Fantasma da Ópera... Me senti a própria Christine... tamtamtamtamtamtaaaaam...)


Polêêêêêêmica, fofitos!!!

A rainha Elizabeth II encerrou na terça-feira as bem-sucedidas celebrações de seu Jubileu de Diamante sem seu marido, o príncipe Philip, de 90 anos, que continua hospitalizado por conta de uma infecção na bexiga...

Os tabloides sensacionalistas dizem que é gonô mal curada... Não acredito... Abafa...

O duque de Edimburgo, que assistiu ao desfile de mil embarcações pelo rio Tâmisa no domingo em meio à chuva e ao frio, teve de ser internado repentinamente após sentir-se mal na segunda-feira... Coitadinho!!!

O último dia de festejos teve início com uma cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo, em pleno centro de Londres, e depois a família real foi de carruagem até o Palácio de Buckingham.

Essa parte eu não acompanhei de perto porque estava desmaiada no hotel, mooooorta de cansada e com a perseguida em petição de miséria...

Nem bolsa de gelo estava resolvendo... Abafa!

Ah, fofitos, é que o Cecezinho passou rapidamente aqui no hotel a caminho de Santiago de Compostela (ele deixou o cabelo e a barba crescer e está cada vez mais místico) e me deu um enfinca de tirar do sério...

Quase morri crucificada....


Olha só o estado deplorável em que o safadinho me deixou...

Vou me queixar pro querido Fran Pacheco porque, desconfio, o Cecezinho está usando viagra de 200mg e isto é proibido pela convenção de Genebra...

Bom, mas pontualmente às 14h, as emissoras de televisão e rádio britânicas e dos países que formam a Comunidade das Nações transmitiram uma mensagem de agradecimento gravada pela Rainha, dando os trâmites por findos...

Foi um grand finale... Parabéns, rainha Elizabeth II, e espero estar na festa dos 100 anos de reinado se a profecia maia deixar!

Ai, fofitos, mas como eu sou uma mulher up-to-date e informativa descolei pra vocês essa noticiazita publicada no The Sun...

Ai, ai, se não sou eu para informar o que de mais importante acontece nesse world:

“Cingapura (UPI) – O filme cult dos anos 70, “The Rocky Horror Picture Show”, estreará sábado em Cingapura, depois dos 38 anos em que esteve proibido no país por ambiguidade sexual. A Playboy também enfrenta problemas com a censura. O presidente Sellapan Ramanathan disse que não está interessado em promover a decadência ocidental no sudeste asiático, mas que vai abrir uma exceção para o filme por sugestão do primeiro-ministro Lee Hsien Loong.”

Well, linditos... Vamos pegar um airbus pra Cingapura e assistir a estreia?...

Não esqueçam o arroz, jornais, velas e espartilhos (para as mais ousaditas, of course).

Beijitos e “leeeeeet’s do the time waaaarp agaaaain...” in Cingapure...

Luuuuuxo!

Bunga bunga na capital federal



Faltou muito pouco para a Hedozinha soltar a franga em Brasília


Por Ishtar dos 7 Véus

Huuuum... Seis amigos fofuchos, estudantes de Comunicação da UnB, se juntaram para formar a Seex Enterprises, com o intuito de promover os mais diversos eventos em Brasília...

E o Tato me convidou para o primeiro Happy Hour Seex, o bunga bunga mais eclético da capital federal... A lôka!!!

Ai, linditos, eram duas bandas ao vivo e mais três DJs para instigar o nosso lado pecador a agir, apimentando um pouco essa vidita sem vendetta, afinal, ironia é santinho se dar bem...

O bunga bunga rolou na última sexta-feira, a partir das 22h, na Arena, Setor de Clubes Sul, trecho 3... Suuuuuperb!!!

Pois é, Tato, meu anjo lindito... O que foi aquela festa, hein? Tuuuuudo de bom!!!

Tá... Tá... eu cheguei meio atrasadita, because eu tive que passar no niver de uma bibete friend que eu amo de paixão...

Tadinha, tava meio deprê porque o namorado a trocou por uma Barbie que é uma mistura de Lisa Simpson com Dolph Lundgren... Meeeedo total!!!

Mas não vamos falar de coisas tristitas... Se eu tenho alguma fofoca?

Huuuum... Huuuum... Tão achando que isso aqui é o programa da Leão Loba?

Tá... tá... eu sei que eu prometi! Mas resolvi que não vou ficar entregando ninguém because meu professor de Power Yoga disse que isso dá um karma pesadíssimo!

Éééé!!! Hedozinha não veio a esse world pra ficar detonando bibetes, pocheteiras e indefinidos... Se bem que... Aaaah!!! Só um pouquito não faz mal, né?

Sendo assim, o Troféu Uó vai para o casal que quebrou a macaneta (tô sem esse cedilha again, uó) de um dos quartos pra ficar trancados e... e... fazer um trelelê básico.

Tuuuudo bem, se eles não fossem pegos por um dos segurancas... Miiiiiiico total!

Linditos, querem fazer neném? Vão prum motel básico... Tem uns baratinhos...

Dedé me contou que o Vanity (Citycol, para os íntimos) tá com uma promocão liiiinda!

Quebrem o cofrinho de porquinho e sejam felizes!

O Troféu Tuuuudo foi para a parte lounge do place que tava um babadito só...

Toooodos se jogaram nas almofaditas, trocaram figurinhas, brincaram de bafo-bafo...

Tudo muito up como mi gusta (ui... baixou uma Perla básica!).

Eu também fiquei jogada, largada, leve e solta...

Uma coisa meio comunidade hippie, meio releitura de Hair, meio Chill Out com a Janis (Joplin)... Amei!

Agora... errado, errado, errado...

Foi o bofe de camisa verde com uma rodela de suor uó debaixo do suvaco, que se colocou e veio cantar “My Funny Valentine” ao pé do meu ouvidito.

Honey, essa song é tuuuudo de bom... Mas a sua voz, o seu bafito e o seu cecê era tuuuudo de ruim! Nobody merece!!!

No final da festa, vi ele tentando cantar um dos segurancas... Huuuum... bofe versátil esse...

Deve ter cantado “I’m Every Woman” no ouvidito dele... Abafa!

Ai, linditos, eu amei quando meu partner veio contar que alguns leitores candangos perguntaram sobre minha presenca na festa!

Queeeem foi?

Me senti tão... tão... procurada!

Essas coisas me emocionam... (pausa para limpar e enxugar o teclado que ficou molhadito com as minhas lágrimas).

Agora, um recadito pro meu fanzito que pintou suas madeixas louras de preto...

Titia Hedô não tá brava com você nããão... Ouviu, D...?

Ficou luxo! Cabelo bom foi feito pra gente mudar, aprontar, experimentar...

Você deu um tempo para o seu Blond Power? Ok! Não ligue para as críticas negativas de bibetes com cabelito tóinnhóinnhóim!

Puuuura inveja!

Toca aqui e grita comigo: “Supergêmeos... Ativar!!!”

E poder para sua morenice momentânea!!!

Beijitos no heart

Fui!

Saiu o Lulão, o Dissionário dos Inguinorantes



O ex-torneiro mecânico pode ser o mais novo highlander do mausoléu da ABL


Por Cesário Camelo

Depois do Aurelião e do Houaisszão, mais um novo dicionário da língua portuguesa chega esta semana às livrarias de todo o país: o Lulão, o Dissionário dos Inguinorantes. Tendo como público alvo os usuários semialfabetizados de redes sociais, o dicionário escrito por Luiz Ignorácio da Silva tem a apresentação de Antônio Rogério Magri, um ex-corruto imexível da era colorida, e traz pérolas já incorporadas pelo povão como a diferença entre fatura e duplicata. Fatura é quando você quebra um braço. Duplicata é quando você quebra os dois.

Num autêntico furo de reportagem, o CANDIRU traz alguns verbetes pra você ficar por dentro, decorar e depois começar a despejar sua nova inguinorância ilustrada no Facebook, Google +, Orkut, Badoo, Linkedin, MySpace, Twitter, Flixster, Imeem, Tagged e até na PQP. É evidente que devido à imensa pobreza vocabular do dicionário, ele ainda não está disponível em CD, DVD, Blu-ray ou no formato MP3 da loja iTunes – sua versão  em áudio foi disponibilizada apenas em vinil de 78 RPM e cheio de ruídos, o que resultou numa transcrição de baixa qualidade.

Depois de ter sobrevivido a esta árdua maratona intelectual de escrever um dicionário inédito e se livrar de um câncer na laringe, Luiz Ignorácio Lula da Silva foi convidado para vestir seu fardão de imortal na Academia Brasileira de Letras e está se preparando espiritualmente para a empreitada. “Ora, se até o Sarney que é tão ignorante quanto ele já ostenta um fardão da academia há três décadas, por que o Lula não pode ser o mais novo highlander de nosso mausoléu?”, questionou a escritora Nélida Piña Colada, autora do convite.

Portanto, sem mais delongas, que isso não é discurso de político inaugurando obras públicas, com vocês, em primeira mão, alguns dos instrutivos verbetes dicionarizados:

ABISMADO – Sujeito que caiu no abismo.

AMADOR – Sinônimo de masoquista.

AMAZONAS – Apreciador de puteiros.

ARMADURA – Pênis em estado de ereção.

ARMARINHO – Vento proveniente do mar.

ARTESÃO – Aparentando excitação sexual.

BARGANHAR – Receber um boteco de herança.

BARRACÃO – Proibir a entrada de cachorro.

BISCOITO – Relação sexual repetida.

BISSEXUAL – Pessoa que possui dois sexos.

CÁGADO – Sinônimo de borrado.

CHACOALHAR – Colocar nata de leite no mate Leão.

COAGIR – Atuar em parceria.

COMUNGUEI – Estar se relacionando com um boiola.

CONCEIÇÃO – Elemento de soma aritmética. Ex: Quatro conceição dez.

CRETINO – Originário de Creta.

DEPAUPERADO – Operado de fimose.

DESANUVIADO – A suprema glória do gay.

DESBOTAR – Quando a galinha põe dez ovos.

DESDENTADA – Equivalente a dez mordidas.

DESVIADO – Uma dezena de baitolas.

DETERGENTE – Ato de prender elementos suspeitos.

DOCUMENTADO – Pessoa habilitada a passar menta no ânus.

EDIFÍCIO – Antônimo da interjeição “É fácil!”.

EFICIÊNCIA – Estudo da letra “efe”.

ENCURRALAR – O mesmo que se esfolar em ânus.

ENTREGUEI – Estar cercado de viados.

ESTÉRIL – aparelho de som que não é mono.

ESFERA – Animal selvagem já domesticado.

ESPERTO – Sinônimo de distante.

FLUXOGRAMA – Direção em que cresce o capim.

FEZES – Passado do verbo Fazer na 2ª pessoa do singular.

FILISTEU – Elemento de provérbios. Ex: Pega que o filisteu...

FOCALIZAR – Fazer carinho em foca.

GENEROSA – Fator genético da rainha das flores.

GINCANA – Coquetel feito com gin e cachaça.

GLANDE – Sinônimo de “Enolme”.

GLOSAR – Atingir o “Olgasmo”.

HALOGÊNIO – Forma de saudar pessoas muito inteligentes.

HOMOSSEXUAL – Sabão em pó para lavar as partes íntimas.

HEPÁTICO – Sinônimo de indolente.

HIMENEU – Coletivo de hímen.

HOSPEDAR – Peças de um maquinismo acionado com os pés e presente em bicicletas.

INTIMAÇÃO – Fazer carícias sexuais na parceira.

INELUTÁVEL – Sujeito que nunca guarda luto.

INTERPOLAR – Interrogatório feito por agentes da Interpol.

MINISTÉRIO – Aparelho de som de dimensões reduzidas.

MISSÃO – Missa muito longa.

MENORRÉIA – Sinônimo de adolescente infratora.

MILHÃO – Espiga cultivada em Itu.

MONARCA – Baú cheio de macacos.

NEGATIVA – Crioulinha muito trabalhadora.

NUMISMATA – Pedido de clemência a um bandido armado.

NEGOCIANDO – Crioulo folgado na vagabundagem.

OBSCURO – Absorvente íntimo de cor preta.

OBSLONGO – Absorvente íntimo de tamanho Extra Grande.

OFENDER – Rachar um “o” no meio.

PAULATINO – Pênis de nativos do México e de países da América Central e do Sul.

PERIGOSA – Aquilo que Peri fez com Ceci no romance de José de Alencar.

PECUÁRIA – Peça de música clássica acompanhada de sapateado.

PICARDIA – Sintoma clássico de quem sofre de gonorreia.

RABICHO – Universitário primeiranista que ainda acredita na força do Ra!

RECAÍDA – Sentenciada que desmaia na sala do tribunal.

SOLUÇÃO – Forte soluço.

TABELA – Elogio para mulher bem alinhada.

TABULEIRO – Vasilhame onde os árabes servem tabule.

XIITA – Nome da macaca do Taarzan.

Brasília, capital da gatunagem: mame-a ou deixe-a!



A nossa hedonista platinada de plantão foi conferir se o dinheiro corre mesmo solto na cloaca federal


Por Ishtar dos 7 Véus

Ooooi meus fofitos leitores!

Ai, já tava com uma saudade enorme... Aquele apertinho no heart... Eu sei, eu sei, vocês devem estar irritadinhos comigo e resmungando:

– Aquela colunistazinha de quinta, uó, @#$#@@*, desapareceu again...

Well, desapareci sim, mas por uma boa causa... Desapareci em nome do jornalismo! Fofos, tô em Brasília!

Siiiim!!!! I’m sorry mas eu sou uma correspondente internacional agora!

Tá, tá, tá... Brasília é logo ali... Ah, mas deixem eu me sentir internacional, ok?

Aaaah... Brasília, Brasília, Brasília... Nada como sentir os ares de... êi, larga o meu laptop, ladrão feladaputa... Polícia! Socorro! Polícia!

Ok, vamos pular essa parte.

Tudo começou com uma ligação fofa do meu chefinho querido, o estimado Fran Pacheco:

– Hedôzinha, minha nega, vou te mandar pra Brasília. Quero que você devolva esse Nextel para a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira e depois me conte tudo o que está acontecendo por lá, incluindo o depoimento do senador Demóstenes Torres na Comissão de Ética do Senado. Mas desta vez, pleeeeeease, escreva sobre a organização criminosa e não sobre você...

Huuum... Não gostei desse comentário! Desde quando eu coloquei a minha pessoinha acima do compromisso com a informação?

Ah... tá, tá, tá... Umas duas, três, quinze vezes... Mas mulher de peixes é assim: egocêêêntrica!

Fiquei animadíssima: “E aí, chefinho? Que horas sai o meu voo?”

Silêncio.

Tentei again: “Fran, que horas sai o voo?”

Silêncio (dele) e apreensão (minha).

Me auto-rebobinei: “Fran, que horas é o meu voo?”

Be afraid, be very afraid…

– Pôxa, Hedô... Ehrrr... O site está tentando economizar... Você sabe... O custo de vida, a Guerra na Síria, o tsunami financeiro, a crise na Grécia, os terremotos na Itália... Mas o quê são dezoito horinhas num ônibus super confortável curtindo a bela paisagem da floresta amazônica pela BR-319?

“O que são dezoito horinhas num ônibus super confortável?”

Nada, nadinha.

E que tal: “O que é uma passagenzinha aérea perto do mega-sucesso que vai ser o depoimento do Demóstenes Torres com transmissão ao vivo da Globo News?”

Smells like abuso! Tudo bem. Sou uma pessoa boa e compreensiva.

O laptop que iria levar na viagem decididamente seria para iniciar a obra “Fran Pacheco – Uma Biografia Não Autorizada de Um Canalha Misantropo”...

Me aguardem... (pausa para fazer um olhar sinistro e ameaçador com fundo musical de Angelo Badalamenti).

Na madrugada de segunda-feira, 28, lá estava eu com os meus óculos Jackie ‘O’ e um modelito Ingrid Bergman em Casablanca, jurando estar ouvindo As Time Goes By (na verdade, a rádio tocava “Minha Eguinha Pocotó”).

Eu e Cezário Camelo, meu lovely Cecezinho, conferimos minha bagagem: batom, rímel, blush, camisinhas (beijo, Kelly Key!), óculos caríssimo, cinco óculos (by camelô) modelo use-na-rave-fique-colocada-e-perca-todos-eles, Tampax, palavras cruzadas nível difícil (porque uma mulher precisa se sentir desafiada), palavras cruzadas nível fácil (porque depois de desafiada, uma mulher precisa se sentir inteligentíssima e feliz), foto do Reginaldo Rossi (meu gato desde os tempos da Jovem Guarda!), Aquaplay (Gente! Tá aí desde os anos 70!), “Minutos de Sabedoria” do Og Mandino (viu como eu sou uma pessoa boa?), pretinho básico com detalhe bege, pretinho básico com gola v, pretinho básico básico...

Nos despedimos com um beijo cinematográfico e entrei no ônibus.

Cecezinho foi praticar seu esporte favorito que é correr atrás de um rabo de saia. Ah, se eu te pego, amante infiel!

O senhor sentado na poltrona ao lado parecia ser uma boa pessoa. Gordinho, cabelo repartido ao meio, óculos, camiseta “No Stress”... Lendo um livro sobre Osama Bin Laden e com uma estranha caixinha no colo... Oooops... Sounds like a cilada!

Por que será que cenas do filme “Aeroporto 70” (vi numa reprise, tá?) se passaram pela minha mente? Um gordinho misterioso com uma caixinha estranha? Chiquééérrimo!

Me senti num filme de David Lynch onde ninguém entende nada, mas acha tudo o máximo!

De repente ele abre a caixinha e... e... (please, subam os acordes de suspense) e... retira uma empadinha de lá de dentro!

Socorro! Parem esse ônibus! Pior do que um terrorista muçulmano é ter um farofeiro sentado ao lado!!!

Tarde demais. Ele resolveu se virar e fazer um comentário:

– Esse Osama Bin Laden era fogo!

Queridos leitores, vocês já tentaram pronunciar Osama Bin Laden enquanto comem uma empada? Please, não tentem fazer isso perto de alguém.

Digamos que o meu “basic little black for bus” ficou tomado por nojentos “resíduos empadais”(pausa para uma inesperada ânsia de vômito). Ninguém merece!

Eu e o meu vestidinho preto nos transformamos numa espécie de dálmata às avessas.

Triste, muito triste. Retirei lentamente os meus caríssimos óculos Jackie ‘O’ (também... uuugh... com alguns resíduos), arqueei minha sobrancelha preferida e, sem dizer uma só palavra, lancei para ele o meu olhar modelo “seu-escroto-com-cabelo-sebento-e-cara-parecendo-um-Choquito-de-tanta-acne-recolha-se-a-sua-insignificância-e-nunca-mais-me-dirija-a-palavra! Aaah, e vá cortar esses tufos de pelos nojentos que estão saindo do seu nariz”.

O gordinho, paralisado, não abriu mais a boca durante toda a viagem. Aliás, acho que ele vai levar alguns meses pra voltar a falar.

Aaah... Um simples olhar pode destruir alguém... Às vezes, me sinto tão Bette Davis, tão Carrie, a estranha, tão Medusa (ai, sempre quis ter um penteado com cobrinhas...)

Cheguei a Brasília por volta das 9h da manhã dessa terça-feira, 29.

Em vez de 18 horinhas, quase 30... Esse meu chefinho Fran Pacheco é um verdadeiro sádico... Ou então não entende nada de distância geográfica...

Agora, se tem uma coisa que vocês precisam saber sobre motoristas de táxi candangos é que às vezes, eles não sabem aonde estão indo...

Alguns por esperteza, outros porque a city é realmente big!

O que fazer? Não se deixe intimidar. Não mostre que você é uma simples turista prestes a cair nas garras de um taxista mal intencionado.

Seja firme, direta e, principalmente, não gagueje se ele perguntar qual o melhor caminho a seguir. Foi o que eu fiz.

– E então, madame, aonde vamos?

Respirei e mandei (caprichando no sotaque... of course): “Ó, xente, meu rei, vâmo pro Congresso Nacional. Pode pegar a SW3-11, seguir pela SQS-15, descer a NPOR-26... Virar na CPM-22 com a SQN-12 e seguir pela Rota-66 até a FM-104...”

Ok, ok, me lembrei de Diana Ross cantando “Do You Know Where You Going To?”

Não tinha a menor ideia do que estava falando... But isso não importava. Arrasei no papel de mulher, moderna, determinada e up-to-date.

Fofitos do meu heart... Essa é apenas a primeira parte da minha estada na capital federal. Vou ficar por aqui apurando tuuudo o que acontece de interessante nas baladas, nas sinecuras, nas roubalheiras, nos bunga-bungas...

Vocês não perdem por esperar: raves, Carlinhos Cachoeira, Gilmar Mendes, gente fofa, gente do bem, gente uó, bofes, Lula, Dilma, desvalorização do real, Código Florestal, bancada ruralista...Tudo através do look desta colunista que ama vocês!!!

Quero mandar um super beijo pra todos os meus leitores que enviaram e-mails e palavras fofíssimas about me...

Beijos pra Roberta (“A Deusa do Ébano que aguardava o meu retorno triunfal!”), Marco Gomes (que me mandou umas pegadinhas hilárias), Horus Seth (adorei o nomezito!) e um special kiss pro meu fã misterioso (codinome 20prestigiar) que escreveu essas palavritas singelas : “Querida Ishtar, meus dias ficam tristes e cinzentos sem a sua coluna.”

Tá, meu bem?

Como diria minha amiga Miss Gura: “To be famous is so nice!”

Queria dedicar essa coluna a dois novos leitores que são tuuuudo: Omar Aziz e a chiquééééérrrima e poderosa Nejmi Aziz!

Beijitos!

Fui!